sexta-feira, 27 de julho de 2012

5 PECADOS CAPITAIS DA REDAÇÃO


http://falabonito.wordpress.com/2007/01/10/os-cinco-pecados-capitais-da-redacao/


Os Cinco Pecados Capitais da Redação

Cinco pontos onde você pode cometer equívocos facilmente:
1 – Ordenação das idéias
A falta de ordenação é um erro comum e indica, segundo os organizadores de vestibulares, que o candidato não tem o hábito de escrever. O texto fica sem encadeamento e, às vezes, incompreensível, partindo de uma idéia para outra sem critério, sem ligação.
2 – Coerência e coesão
Em muitas redações, fica patente a falta de coerência: o candidato apresenta um argumento para contradizê-lo mais adiante. Já a redundância denuncia outro erro bastante comum: falta de coesão. O candidado fica dando voltas num assunto, sem acrescentar dado novo. É típico de quem não tem informação suficiente para compor o texto.
3 – Inadequação
A inadequação é um tipo de erro capaz de aparecer inclusive em redações corretas na gramática e ortografia e coerentes na estrutura. Nesse caso, os candidatos costumam fugir ao tema proposto, escolhendo outro argumento, com o qual tenham maior afinidade. O distanciamento do assunto pode custar pontos importantes na avaliação.
4 – Estrutura dos parágrafos
Muitos dos candidatos têm demonstrado dificuldade em separar o texto em parágrafos. Sem a definição de uma idéia em cada parágrafo, a redação fica mal estruturada, capenga. Um erro muito comum, nesse caso, é cortar a idéia em um parágrafo para concluí-la no seguinte. Ou, então, deixar o pensamento sem conclusão.
5 – Estrutura das frases
Erros de concordância nos tempos verbais, fragmentação da frase, separando sujeito de predicado, utilização incorreta de verbos no gerúndio e particípio são algumas das falhas mais comuns nas redações. Esses erros comprometem a estrutura das frases e prejudicam a compreensão do texto.
Use a caixa de busca e consulte outros temas relacionados aqui no blogue.

Uso Impessoal de Haver, Ter e Fazer


http://falabonito.wordpress.com/2007/01/11/uso-impessoal-de-haver-ter-e-fazer/

Uso Impessoal de Haver, Ter e Fazer

Emprega-se o verbo haver como impessoal – isto é, sempre na 3ª pessoa do singular – quando tem o sentido de existir. Este é um dos casos de “oração sem sujeito”. Exatamente por isso o verbo haver fica neutro, impessoal, pois ele não tem um sujeito com quem concordar. Os substantivos que complementam o verbo haver são considerados seu objeto direto. Assim, para atender aos preceitos da língua culta, é preciso observar a forma no singular quando o verbo haver está conjugado nos tempos pretéritos ou futuros (no presente dificilmente se cometeria um engano: ninguém diria *hão outros casos).Exemplos:
Não há / haverá / haveria soluções a curto prazo.
Não mudaremos o país se não houver transformações profundas na Educação Básica.
Se houvesse mais justiça, haveria menos descontentes.
Para que haja menos neuroses é preciso reeducar as pessoas.
Vamos apurar todas as irregularidades que houver, disse o relator da CPI.
As mesmas frases, se construídas com EXISTIR, teriam o verbo flexionado de acordo com o substantivo, que aí é considerado o sujeito do verbo existir:
Não existem soluções a curto prazo.
Se existisse mais justiça, existiriam menos descontentes.
Para que existam menos neuroses é preciso reeducar as pessoas.
Vamos apurar todas as irregularidades que existirem.
Em algumas situações também se pode substituir “haver” por outros verbos:
Se houver / ocorrerem problemas, teremos de devolver o dinheiro.
Não é natural que haja / aconteçam tantos distúrbios.
Às vezes, havia / encontravam-se vasilhas de cerâmica aos pés dos mortos.
Haver nas locuções verbais
Quando o verbo haver no sentido de existir faz parte de uma locução verbal, ele transfere sua impessoalidade ao verbo auxiliar dessa locução, que permanece, p! or isso, no singular:
Deve haver outras técnicas para melhorar o cultivo.
Pelas informações recebidas, está novamente havendo discussões clandestinas.
Está havendo coisas de arrepiar os cabelos.
Não sei se chegou a haver sessões no Senado naquele período.
Há = Tem
Também o verbo TER, quando utilizado como haver, fica impessoal, sem sujeito, portanto sem o acento circunflexo no presente:
“Tem pessoas assim em todo lugar”.
E singular no pretérito:
“Na festa tinha mais mulheres que homens”.
Este é um uso bastante coloquial, muito comum no Brasil; basta ver os versos de Chico Buarque “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu…”
Verbo fazer impessoal
Da mesma forma que haver, FAZER conserva-se na 3ª pessoa do singular quando indica tempo transcorrido ou fenômeno meteorológico. Estando o verbo fazer na função de verbo impessoal (sem sujeito), deve também assumir a forma impessoal o verbo auxiliar que porventura o acompanhar:
Faz dois dias que não chove.
Dizem que faz 10 meses estão se preparando para o concurso.
Quando saí da cidade, fazia 40 graus à sombra.
Em julho fez uns dias de verão.
Vai fazer cinco anos que eles estão noivos.
Poderá fazer três anos sem que ele saia do sanatório.
fonte: Maria Tereza de Queiroz Piacentini

questão flexão verbal Vunesp


2 - Q120485 ( Prova: VUNESP - 2010 - FUNDAÇÃO CASA - Analista Administrativo - Direito / Português / Flexão nominal e verbal;  Emprego dos tempos e modos verbais;  )
Imagem 001.jpg
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as frases:

Se George Orwell predissesse, eu também ______________. Uma catástrofe ____________ foi pelo Clube de Roma. Quando os pensadores fizerem coro ao pessimismo, nós também ____________.

  • a) prediria … antevista … faremos
  • b) predizia … antevinda … faremos
  • c) predizeria … antevida … fazeremos
  • d) prediria … antevista … fazeremos
  • e) predizeria … antevinda … fazemos
3 - Q85582 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Português / Emprego dos tempos e modos verbais;  )
Complete as lacunas das frases da charge, com as formas verbais corretas.

Imagem 002.jpg

  • a) Levanta . vá . faltam
  • b) Levante . vai . falta
  • c) Levante . vá . falta
  • d) Levantem . vai . faltam
  • e) Levante . vá . faltam
4 - Q85575 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Português / Emprego dos tempos e modos verbais;  )
Nas questões de números 21 a 23, assinale a alternativa que
preenche, correta e respectivamente, as lacunas das frases dadas.
Eles______ os infratores prontamente.

Há dois meses, eles _______ o dinheiro roubado.

Sem que ninguém tivesse ______ , o menino tomou as providências.

Se você ______ o advogado, recomende-lhe prudência.

  • a) deteram . reaveram . intervido . ver
  • b) deteram . reouveram . intervido . vir
  • c) detiveram . reaveram . intervindo . ver
  • d) detiveram . reouveram . intervindo . vir
  • e) detiveram . reouveram . intervido . vir


5 - Q85555 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Português / Emprego dos tempos e modos verbais;  )
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho
como jornalista cultural sabem que admiro, pratico e comento
futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual
torço, soltam frases como "Isso não é importante", "Que perda
de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São
frases engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros
e as artes são sempre importantes, nunca desperdiçam nosso
tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que
não é assim... E sugerem, por outro lado, que do futebol nada
se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele, como
de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou
mais sobre o Brasil do que muitos livros de história. Também
me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda,
que as pessoas lhe dão muita importância, desde o torcedor que
briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até
o professor que decide defender a tese de que um time de 11
marmanjos de calções serve como modelo para o que uma nação
deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem
importância por mexer com outras dimensões da nossa natureza,
como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances
de aventura, projetamos no futebol um gosto pela façanha, uma
curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa
do Mundo, um observador cultural não pode ficar indiferente
a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de
nossas possibilidades motoras e lúdicas, não precisa ser perda
de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra
é que racionalidade e irracionalidade não são duas instâncias
lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados
positivos. O que Pelé fazia em campo podia partir de uma
memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância - e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo?
- e, no entanto, era produto de um trabalho mental, consciente,
forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o
que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola
dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na política ou na
paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar
para não fazer em campo apenas as jogadas ensaiadas.

(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)

O período construído com duas das frases seguintes - "Isso não é importante."/ "Que perda de tempo."/ "Todo mundo tem seu lado irracional." - está correto, quanto à correlação de tempo verbal, em

  • a) Se isso fosse importante, não era perda de tempo.
  • b) Por mais que fosse irracional, não será perda de tempo.
  • c) Embora se perca muito tempo com isso, não é uma irracionalidade.
  • d) Talvez se perde muito com isso e seja assim uma irracionalidade.
  • e) Contanto que isso era perda de tempo, é, pois, uma irracionalidade.
Gabarito:
3 - E     4 - D     5 - C  

terça-feira, 24 de julho de 2012

Pôr e pode REFORMA ORTOGRÁFICA


Nova ortografia - "Pôr" e "pôde" preservam acento

Por Thaís Nicoleti
Já se disse que quase todos os acentos diferenciais foram suprimidos pelo Novo Acordo Ortográfico. É bom esclarecer, então, quais foram os que permaneceram - apenas dois, o do verbo "pôr" e o da forma "pôde" (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo).

O acento de "pôr" faz que a forma verbal se distinga da preposição "por". Na letra da canção "Leve", de Chico Buarque, temos a preposição "por": "Não me leve a mal/ Me leve apenas para andar por aí/ Na lagoa, no cemitério/ Na areia, no mormaço". Do mesmo Chico, agora na letra de "Bye-bye, Brasil", está o verbo "pôr": "Eu vou dar um pulo em Manaus/ Aqui tá quarenta e dois graus/ O sol nunca mais vai se pôr/ Eu tenho saudades da nossa canção/ Saudades de roça e sertão/ Bom mesmo é ter um caminhão".

É importante lembrar que o substantivo composto "pôr do sol" continua grafado com acento, dado que o verbo "pôr" é um de seus elementos constitutivos. O mesmo ocorrerá com a forma "soto-pôr", único derivado do verbo "pôr" em que o prefixo fica separado por hífen, motivo pelo qual o acento deve ser empregado. Nos demais, não ocorre acento gráfico: repor, propor, depor, compor, sobrepor etc.

Já a forma "pôde" mantém-se como único caso de acento diferencial de timbre (observe que, no presente do indicativo, dizemos "pode", com /o/ aberto e, no pretérito perfeito do indicativo, pronunciamos "pôde", com /o/ fechado). O motivo da manutenção do acento gráfico de "pôde", entretanto, não é a preservação da sua pronúncia fechada. Essa grafia serve para marcar o tempo passado.

A utilidade desse acento fez que não fosse suprimido na reforma ortográfica de 1971 e que sobrevivesse também a esta. Assim: "Ele não pode fazer isso" (presente) é diferente de "Ele não pôde fazer isso" (passado).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

QUESTÕES DE IMPROBIDADE ADM TJ/SP


QUESTÕES DE IMPROBIDADE ADM TJ/SP

SITE QUESTÕES DE CONCURSOS

TJ/2010

1 - Q85614 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Administrativo / Improbidade Administrativa;  )
Nos termos da Lei n.º 8.429/92, pode-se afirmar que

  • a) quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao juiz, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.
  • b) o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente não ficará sujeito às cominações da lei.
  • c) a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no Serviço de Pessoal competente.
  • d) a representação à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade é de competência exclusiva do Ministério Público.
  • e) não constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
2 - Q85610 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Administrativo / Agentes Públicos - Disposições Constitucionais;  )
A responsabilidade administrativa do funcionário público

  • a) exime a sua responsabilidade civil.
  • b) exime a sua responsabilidade criminal.
  • c) exime o pagamento de indenização por parte do funcionário.
  • d) depende da responsabilidade criminal.
  • e) é independente da civil e da criminal.




GABARITOS:
1 - C     2 - E   

TJ/2011


1 - Q85474 ( Prova: VUNESP - 2011 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Administrativo / Improbidade Administrativa;  )

Em relação ao procedimento administrativo e ao processo judicial previstos na Lei n.º 8.429/92, assinale a alternativa correta.

  • a) O cidadão brasileiro e eleitor não poderá representar à autoridade policial competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.
  • b) A representação, que poderá ser escrita ou oral, deverá conter a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria, sendo desnecessária a apresentação de provas.
  • c) A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.
  • d) É facultativa a transação, o acordo ou a conciliação nas ações de improbidade administrativa.
  • e) Recebida a petição inicial, o réu será notificado para apresentar contestação, e, da decisão que receber a petição inicial, não caberá recurso.

2 - Q85473 ( Prova: VUNESP - 2011 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Administrativo / Improbidade Administrativa;  )
Na hipótese de ato de improbidade administrativa que importe em prejuízo ao erário, o agente público está sujeito, dentre outras penalidades, à suspensão dos direitos políticos de

  • a) um a dois anos.
  • b) dois a três anos.
  • c) dois a quatro anos.
  • d) cinco a seis anos.
  • e) cinco a oito anos.


3 - Q85472 ( Prova: VUNESP - 2011 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Administrativo / Improbidade Administrativa;  )
Considerando o disposto na Lei n.º 8.429/92, analise as seguintes afirmativas.

I. Agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público, constituem atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário.

II. Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo constitui ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.

III. Praticar ato, visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto na regra de competência constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública.

IV. Negar publicidade aos atos oficiais, bem como frustrar a licitude de concurso público, constituem atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública.

Está correto apenas o contido nas afirmativas

  • a) I e II.
  • b) I, II e III.
  • c) I, II e IV.
  • d) I, III e IV.
  • e) II, III e IV.



GABARITOS:
1 - C     2 - E     3 - D   



QUESTÕES TJ/SP 2010 COM GABARITO !!!




QUESTÕES D. PENAL TJ/SP 2010 COM GABARITO !!! 


DO SITE QUESTÕES DE CONCURSOS

1 - Q85588 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Penal / Dos Crimes Contra a Administração Pública.;  Dos Crimes Contra a Administração Pública - Contra a Administração da Justiça.;  )
Analise as seguintes afirmações com relação aos crimes de exercício arbitrário das próprias razões (CP, art. 345) e fraude processual (CP, art. 347):

I. ambos estão inseridos no capítulo dos Crimes Praticados por Funcionário Público Contra a Administração em Geral;

II. no primeiro deles, caso não haja emprego de violência, somente se procede mediante queixa;

III. no segundo deles, as penas são aplicadas em dobro se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal.

É correto apenas o que se afirma em

  • a) I.
  • b) II.
  • c) III.
  • d) I e II.
  • e) II e III.
O crime de falso testemunho, do art. 342 do Código Penal,

  • a) pode ser praticado no âmbito de inquérito policial; somente pode ser praticado por conduta positiva.
  • b) pode ser praticado no âmbito de processo administrativo; somente pode ser praticado por conduta negativa.
  • c) somente pode ser praticado no âmbito de processo judicial; pode ser praticado tanto por conduta positiva como por conduta negativa.
  • d) somente pode ser praticado no âmbito de processo judicial; somente pode ser praticado por conduta negativa.
  • e) pode ser praticado no âmbito de juízo arbitral; pode ser praticado tanto por conduta positiva como por conduta negativa.


3 - Q85586 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Penal / Dos Crimes Contra a Administração Pública.;  )
O crime de abandono de função, figura típica do art. 323 do Código Penal, torna-se qualificado - e consequentemente tem penas mais elevadas - se

I. do fato resulta prejuízo público;

II. o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira;

III. o agente realiza a conduta de forma premeditada.

Está correto o contido em

  • a) I, apenas.
  • b) II, apenas.
  • c) I e II, apenas.
  • d) II e III, apenas.
  • e) I, II e III.
4 - Q85585 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Penal / Dos Crimes Contra a Administração Pública.;  )
Configura-se o crime de advocacia administrativa (CP, art. 321) quando o funcionário público, valendo-se dessa qualidade, patrocina interesse privado perante a administração pública.
Considerando tal crime, analise os itens seguintes:

I. a pena cominada é menor se o interesse patrocinado for ilegítimo;

II. o crime acontecerá ainda que o patrocínio se dê de modo indireto;

III. se o interesse patrocinado é ilegítimo, as penas de detenção e multa aplicam-se alternativamente, ou seja, aplica-se a de detenção ou a de multa.

É correto o que se afirma em

  • a) II, apenas.
  • b) III, apenas.
  • c) I e II, apenas.
  • d) II e III, apenas.
  • e) I, II e III.


5 - Q85584 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Penal / Dos Crimes Contra a Administração Pública.;  )
Imagine que, por erro, um cidadão entrega a um funcionário público determinada quantia em dinheiro. O funcionário, ciente de tal circunstância, não devolve o dinheiro ao cidadão, não informa o ocorrido aos seus superiores e, finalmente, apropria-se do dinheiro.
Diante disso, é correto afirmar que o funcionário

  • a) não comete crime, mas apenas uma infração funcional.
  • b) comete crime de peculato mediante erro de outrem.
  • c) comete crime de corrupção passiva.
  • d) comete crime de excesso de exação.
  • e) comete crime de prevaricação.

6 - Q85583 ( Prova: VUNESP - 2010 - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário / Direito Penal / Dos Crimes Contra a Fé Pública.;  )
Assinale a alternativa correta com relação ao tratamento que o Código Penal dá à falsificação do título ao portador ou transmissível por endosso e do testamento particular.

  • a) São, ambos, equiparados a documentos públicos.
  • b) São, ambos, equiparados a documentos particulares.
  • c) Apenas o primeiro é equiparado a documento público.
  • d) O segundo é equiparado a documento particular.
  • e) O primeiro é equiparado a documento particular; o segundo é equiparado a documento público.



GABARITOS:
1 - E     2 - E     3 - C     4 - A     5 - B     6 - A    

terça-feira, 10 de julho de 2012

Qual a diferença entre prescrição e decadência?


Qual a diferença entre prescrição e decadência?

Enquanto a prescrição é a perda da pretensão (de reivindicar esse direito por meio da ação judicial cabível), a decadência é a perda do direito em si por não ter sido exercido num período de tempo razoável.
 
Tanto a prescrição, quanto a decadência buscam reprimir a inércia dos titulares dos direitos, e assim, fixam prazos razoáveis para que estes direitos sejam exercidos.
 
Uma vez operada a prescrição ou a decadência, a conseqüência jurídica, via de regra, será a mesma, qual seja, a impossibilidade de exercitar de um direito.
 
Por se tratarem de regras muito semelhantes, o Novo Código Civil estipulou expressamente quando for prescrição ou decadência.
 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Questões Informática (VUNESP) - Editora Unesp


Questões Informática (VUNESP) - Editora Unesp - Técnico Administrativo II – Compras


21. Observe a lista de arquivos no Windows Explorer do MS-Windows XP, exibida na figura.


Assinale a alternativa que contém a configuração correta dos parâmetros da guia Modo de Exibição, encontrada em Opções de Pasta no Painel de Controle.
I. Ocultar arquivos protegidos do sistema operacional.
II. Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos.
III. Mostrar pastas e arquivos ocultos.
IV. Não mostrar pastas e arquivos ocultos.
(A) I. desmarcado; II. marcado; III. marcado; IV. desmarcado.
(B) I. marcado; II. desmarcado; III. desmarcado; IV. marcado.
(C) I. marcado; II. desmarcado; III. marcado; IV. marcado.
(D) I. marcado; II. marcado; III. desmarcado; IV. marcado.
(E) I. desmarcado; II. desmarcado; III. marcado; IV. desmarcado.


22. Assinale a alternativa que apresenta a formatação de fonte aplicada na frase a seguir, digitada no MS-Word 2003, em sua configuração original.










As formatações aplicadas na palavra
(A) NOÇÕES são negrito e tachado duplo.
(B) NOÇÕES são itálico e sublinhado.
(C) DE são subscrito e redução de fonte.
(D) INFORMÁTICA são negrito e sublinhado.
(E) INFORMÁTICA são itálico e tachado.


23. Considere a figura que mostra uma planilha do MS-Excel 2003.


Assinale a alternativa que contém o resultado correto da
fórmula inserida na célula B7: =SE(E(A1>4;B6=2);SOMA(A1;B6)^2/1;MÉDIA(A3;B1;B3)+2^3)
(A) 6.
(B) 8.
(C) 14.
(D) 36.
(E) 512.


24. Considere a figura.


Observando a apresentação do MS-PowerPoint 2003, apresentada
na figura, verifica-se que o Documento do Microsoft
Word foi incluído no slide por meio do menu Inserir, opção
(A) Imagem.
(B) Caixa de texto.
(C) Arquivo.
(D) Tabela.
(E) Objeto.


25. Dentre as alternativas a seguir, indique aquela que contém
um navegador Internet.
(A) Microsoft Access.
(B) Google Chrome.
(C) Outlook Express.
(D) MSN Messenger 2011.
(E) Mozilla Thunderbird.

GABARITO

21 - A
22 - E
23 - C
24 - E
25 - B

sábado, 7 de julho de 2012


http://jus.com.br/revista/texto/822/contestacao-pela-negativa-geral-possibilidade


Contestação pela negativa geral: possibilidade

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RESUMO

Este trabalho, tem a intenção de conceituar o que esta preceituado no artigo 302, I, II e III e seu parágrafo único do CPC onde alguns profissionais do direito obtém a prerrogativa de fazer a CONTESTAÇÃO pela NEGATIVA GERAL.
Segundo o citado artigo, o nosso código não admite a contestação pela simples negativa geral. Uma contestação assim equivaleria a uma não contestação, ensejando a revelia e seus efeitos, bem como e uma exigência do Código que o réu manifeste-se precisamente sobre cada um dos fatos alegados, pois aqueles não refutados serão considerados como verdadeiros, passando a ser fato incontroverso.
Em síntese traduz o artigo uma obrigação de contestar fato a fato, do contrário, opera-se a revelia.
Todavia ficam excluídos dessa presunção de veracidade; se a seu respeito não se admitir a confissão, dependa de documento substancial e se não estiverem em contradição com a defesa. Existe anda os benefícios da negativa que poderá ser alegada pôr certos profissionais, sem contudo ensejar na inépcia da inicial ou revelia.

INTRODUÇÃO

Nos termos do artigo 319 do CPC., a revelia é a situação do réu que não contesta a ação. Dessa omissão decorrem os efeitos relacionados nos artigos 319 e 322, não apenas a falta de contestação acarreta a revelia, o abandono em geral, também gera a mesma conseqüência, ainda que posterior à contestação, se bem que, nesse caso, nem todos os efeitos se produzem.
Assim, torna-se revel o réu que não providência a regularização da capacidade processual, que não nomeia outro advogado quando o seu falecer ou quando não se promove a habilitação dos sucessores, no caso do artigo 265, I do CPC.
Dois são os efeitos da revelia: a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor e a dispensa de intimação dos atos processuais , correndo os prazos sem a sua comunicação formal, inclusive sentença.

ARTIGO 302, I, II e III

"Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados, salvo:
I – se não for admissível, a seu respeito, a confissão.
II – se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público que a lei considerar da substancia do ato.
III – se estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
          Parágrafo único : esta regra, quanto ao ônus da impugnação, não se aplica ao advogado dativo, ao curador especial e ao órgão do Ministério Público."

DA DOUTRINA

Segundo Levenhagen (comentários ao CPC, pg., 75), ressalva que o parágrafo único em estudo, quando se tratar de advogado dativo, de curador especial e de representante do MP, não se caracterizará a confissão tácita se eles silenciarem, na contestação, sobre algum fato constante da petição inicial.
Esclarece, ainda, que o advogado dativo é aquele nomeado, para gratuitamente, funcionar na causa, como ocorre na assistência judiciária ou justiça gratuita.
Curador especial é aquele nomeado pelo juiz para representar a parte, menor ou incapaz, que não tenha representante legal, ou que esse representante legal esteja impedido de exercer a representação, e ainda – quando se tratar de réu – que tenha ele sido citado por edital ou com hora certa e tenha ficado revel, como dispõe o artigo 9º do CPC.
Podemos observar que neste ponto a doutrina e predominantemente unânime, pois qualquer desses, embora esteja atuando em defesa da parte , não possui mandato paras isso, daí porque quando decorre o silêncio, não implica a confissão presumida a que se refere o caput do artigo 302.

CONSTESTAÇÃO POR NEGATIVA GERAL NA VIGÊNCIA DO CÓDIGO DE 1939

Até 1039 a norma era silente, e a doutrina permitia a alegação tais como " o autor não tem direito ao que pede ", " o autor já recebeu o que lhe era devido ".
No código de 1939, o efeito principal era a dispensa de intimação dos atos do processo. No procedimento ordinário não produzia a presunção de confissão. Em alguns procedimentos especiais a falta de contestação determinava a prolatação desde logo da sentença e em outros abreviava-se o procedimento.
Já existia a característica própria do direito brasileiro vigente de que a sentença dada em revelia tem o mesmo valor da sentença proferida em contraditórios, em face das partes presentes .
No Código português, a falta de contestação induz confissão se o réu foi citado pessoalmente ou juntou procuração. Essa presunção não se aplica se houver contestação de algum réu ou contra incapazes.
No código alemão , o não comparecimento do réu induz admissão de alegações de fatos feitas pelo autor, se este requerer a sentença contumacial, a qual poderá posteriormente , ser impugnada por meio de embargos. Pode, também, haver pedido de sentença segundo o estado do processo se a questão estiver suficientemente esclarecida, caso em que a decisão terá força de decisão em contraditório.

DA REVELIA

A presunção de veracidade decorrente da revelia não é absoluta. Se há elementos nos autos que levem a conclusão contrária não está o juiz obrigado a decidir em favor do pedido do autor.
Na pratica o que ocorre é que a falta de contestação e a conseqüentes confissão ficta esgotam o tema probatório, de modo que, de regra, a conseqüência é a sentença favorável ao demandante.
Não, está , porém excluída a hipótese da existência de outros elementos que levem à convicção contrária, daí se dizer que a presunção do artigo 319 do CPC é revelia e não absoluta, tudo em consonância com o principio da livre apreciação da prova e da persuasão racional.
Para que se produza o efeito de confissão ficta é indispensável que o mandado de citação conste a cominação expressa de que , não sendo contestada a ação , se presumirão aceitos, pelo réu, como verdadeiros os fatos articulados pelo autor.
Para a presunção de veracidade. Não há distinção legal se a citação foi pessoal ou ficta. Todavia, no caso de citação ficta, é indispensável a presença do Curador Especial, o qual, alias , tem o ônus funcional de contestar, mas desde que haja a impugnação especificada dos fatos.
A contestação por negativa geral não elimina a presunção de veracidade, segundo Vicente Greco Filho.
Ocorrendo a revelia, o autor não poderá alterar o pedido, a causa de pedir nem demandar declaração incidente; salvo promovendo nova citação do réu, a quem será assegurado o direito de responder no prazo de quinze dias. Esta disposição visa a coibir abusos que eventualmente poderia ocorrer uma vez que o réu não é mais intimado dos atos do processo.
mutatio libeli já sofre restrições entre as partes presentes, conforme disposição do artigo 264. Com maior razão em sendo o réu revel, o qual seria surpreendido por alteração do pedido ou da causa de pedir, sem o seu conhecimento.
Daí a salutar exigência da lei de nova citação, que é exigida, pelas mesmas razões também se o autor formula pedido de declaração incidente, que adiante se explicará.
Segundo Vicente Grecco Filho, não contestando a ação ou abandonando-a, contra o revel serão praticados os atos processuais e correrão os prazos independentemente de intimação.
Poderá, ele, entretanto, intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontra. A partir daí, passará a ser intimado na pessoa de seu advogado, podendo exercer toda a atividade adequada ao momento da causa.

FATOS INSUCETIVÉIS DE CONFISSÃO

Escapam da confissão os fatos relativos a direito indisponível. Direito indisponível é aquele não renunciavél ou a respeito do qual a vontade do titular só se pode manifestar eficazmente satisfeitos determinados controles. Não se pode confessar, por exemplo, o cônjuge em ação de nulidade de casamento, por lhe ser vedado o poder de , por ato de sua vontade, desfazer o vinculo.

DOCUMENTO SUBSTANCIAL

Igualmente cessa a presunção de verdade se o fato não impugnado é fato jurídico que, para produzir os seus efeitos típicos, depende de instrumento público.
Cuida-se na espécie, de documento denominado de substancial, exigido não para a prova do direito, mas para a sua constituição . Se esse documento exigido for instrumento público, o silêncio do réu tem força para gerar a presunção de verdade mencionada no artigo 302.

COMPATIBILIDADE COM A DEFESA EM SEU CONJUNTO

Última previsão excepcional é a do inciso III – o fato não impugnado , para Ter em seu favor constituída a presunção de verdade, exige não esteja a sua admissão como verdadeiro em contradição com a defesa em seu conjunto.
A defesa, como visto, ora é direta, ora e indireta, A defesa indireta e quando o réu menciona fatos simples que se apresentam como conflitantes com a presunção de verdade dos fatos alegados pelo autor em sua inicial, na defesa direta , o réu nega a verdade dos fatos colocados pelo autor, ou nega-lhes as conseqüências jurídicas.
Calmon de Passos cita em sua obra que : A defesa considerada em seu conjunto, por conseguinte, deve entender-se como posição tomada pelo réu em relação aos fatos do autor e as conseqüências jurídicas deles decorrentes. Se a posição assumida pelo réu é compatível com a presunção de verdade do fato não impugnado, o artigo 302 incide. ( Calmon de passos – Comentários ao CPC, pg. 341)

NEGATIVA GERAL: POSSIBILIDADE

Isenção do ônus da impugnação especifica em razão de certas pessoas:
No parágrafo único do artigo 302 existe a isenção da impugnação especifica ao advogado dativo, ao curador especial e ao Representante do MP.
          ADVOGADO DATIVO : é aquele nomeado ara gratuitamente, funcionar na causa, como ocorre com a assistência judiciária ou justiça gratuita.
          CURADOR ESPECIAL : é aquele nomeado pelo juiz para representar a parte, sendo o menor ou incapaz que não tenha representante legal, ou que o representante legal esteja impedido de exercer a representação; ou ainda, quando o réu tenha sido citado por edital ou por hora certa e tenha ficado revel ( artigo 9º do CPC ) .
          REPRESENTANTE DO MINIISTÉRIO PÚBLICO. Podendo ser o procurador do estado, promotor de justiça. Qualquer desses embora atuando em defesa da parte, não possui mandado para isso, daí porque o seu silêncio não acarreta a confissão presumida a que se refere o caput do artigo 302.

DA POSSIBILIDADE

Decorre a possibilidade de se oferecer uma negativa geral , em decorrência da impossibilidade do relacionamento direto entre a parte e um dos profissionais acima citados.
A doutrina entende que o MP em atuação de interesse de pessoa jurídica de direito público, não será beneficiada péla negativa geral ; mas esta liberado nos caos de atuação de interesse de incapazes e ausentes, bem como não incide o ônus da impugnação especifica ao revel citado por edital ou hora certa, réu preso.

CONSEQUÊNCIAS DO ARTIGO 302 DO CPC

A primeira conseqüência e que não se admite a negação geral, com exceção ao parágrafo único.
A Segunda a não observância ao caput do artigo gera presunção de veracidade dos a fatos não impugnados.
A terceira e a que libera o autor do ônus de demonstrar a veracidade pois, o fato não impugnado deixa de ser controverso, dispensando a produção de provas.
A Quarta e que os casos onde não se configura o ônus da impugnação e o silêncio do réu não traduz na presunção de verdade.

DA JURISPRUDÊNCIA

1 – "Ao curador especial, nomeado em face de haver , na lide, interesses de menores, cabe promover a defesa destes. e, verificando-se ter sido ela não apenas mal conduzida, mas, na verdade , omissa, tem-se que o objetivo da lei ficou frustado, com vulneração, em conseqüência do artigo 300 do CPC, anula-se o processo a artir da contestação do curador (Ac. Unâm. Da 2ª T. do STF RE 106.826-4 – PR, Rel. Min. Aldir Passarinho; DJ Adcoas 1987 nº 114.909)
2 - " Ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica à fazenda Pública (Ac. Unâm, da 4ª T. do TFR na Apel. 80.668-RS – Rel. Min. Pádua Ribeiro, Ver. TFR Vol. 121, pg. 137).
3 - " E certo que o juiz não pode aplicar a pena de confesso à parte em audiência em que haveria de prestar depoimento pessoal, se não foi ela intimada pessoalmente, por mandado, advertindo expressamente que assim seria, caso não comparecesse. contudo, em se tratando de ação indenizatória, se o réu na resposta se limita a argüir preliminar de ilegitimidade de parte – rejeitada a sentença – e, no mérito , conge-se a contestar o valor dos danos causados, concluindo com a nomeação à autoria, sem nada considerar quanto aos fatos, incide a regra do artigo 302 do CPC, visto que não de desimcumbiu do ônus da impugnação especifica, naquela norma imposta ao demandado( ac. Unâm. Da 4ª Câm. Do TJ BA – apel. 981/85, rel. des. Paulo Furtado.)
" A contestação genérica oferecida pelo curador de ausentes elide os efeitos da revelia, pois o legislador retirou do órgão do Ministério Público o dever da impugnação especificada, cabendo ao autor o ônus da prova do fato constitutivo de seu direito ( ac. Unâm. Da 7ª câm. Do 2º TACIVILSP – na apel. 136.487, rel. Juiz Octavio Carneiro, Vol. 117 pag. 249 )
" Sendo o réu citado ou com hora certa e a contestação oferecida pelo curador de ausentes, a contestação por negação geral torna os fatos controvertidos e mantém para o autor o ônus da prova ( Ac. Unân,. Da 6[ Câm. Do 1º Tac-civil SP – Apel. 352.355 – rel. juiz Ernani de Paiva – Adcoas 86. N.º 107.737 ) ".
" Quando o réu é citado com hora certa e não atende ao chamamento em juízo, a contestação por negativa geral oferecida pelo curador de ausentes exclui a revelia e impede o julgamento antecipado da lide. ( Ac. Unâm. D 4ª Câm. Do 2º Tac-Civil SP na Apel. 145.203 , Rel. Juiz Hermes Pinotti. RT 571, pag. 146.) "
" O réu defendido por integrante da procuradoria de Assistência Judiciária, que deve ser considerado advogado dativo, está desobrigado do dever de impugnação especificada dos fatos, nos termos do artigo 302 , parágrafo único do CPC ( As. Da 4ª Câm. Do 2º Tac.Civil de SP na Apel. 221.885-6, Rel.; Designado Juiz Aldo Magalhães, Jtac-CivilSP 112/317) ".
" Sendo o réu citado ou com hora certa e a contestação oferecida pelo curador de ausentes ór negação geral torna os fatos controvertidos e mantém para o autor o ônus da prova ( Ac. Unâm. Da 6ª Câm. Do 1º Tac-CivilSP na Apel. 352.355- Rel. Juiz Ernani de Paiva Adcoas 86 n.º 107.737.)"
" Ao curador especial, nomeado em face de haver , na lide , interesses de menores, cabe promover a defesa destes. E, verificando-se Ter sido ela não apenas mal conduzida , mas, na verdade, em conseqüência, do artigo 300 do CPC. Anula-se o processo a partir da contestação do curador ( Ac. Unâm. Da 2ª T. do STF do RE 106.826-4, rel. min., Aldir Passarinho, DJ Adcoas 87 n.º 114.909 ).

CONCLUSÕES FINAIS

Diante da doutrina e da jurisprudência podemos compreender a negativa geral da seguinte forma :
1 – Cada fato que o autor afirmar deve ser negado com precisão pelo réu.
2 – Quanto aos fatos tem o réu o ônus de impugná-los especificamente, do contrário serão fatos incontroversos.
3 – A conseqüência que se extrai do preceito é a da impossibilidade da contestação por negativa geral, para afastar a presunção da veracidade.
4 – Inexiste o ônus da impugnação especifica no que se refere-se a questões de direito ou controvérsia jurídica.
5 – Não se presumirão verdadeiros os fatos mesmos não especificadamente impugnados :
  • Se não puderem ser confessados, ou por falta de capacidade do confitente ou em virtude de proibição legal.
  • Quando estiverem com contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
  • Quando não estiverem acompanhadas dos documentos que a lei considere da substância do ato.
  • Se forem moralmente ilegítimos ou ilegais.
  • Se forem impossíveis, inverossímeis , contrários à notoriedade, evidentemente inveridicos ou não revestirem-se de credibilidade.
  • Quando o processo for usado para a pratica de ato simulado ou para conseguir fim proibido por lei.
  • Quando versarem sobre direitos indisponíveis, que não permitam conciliação ou transação.
6 – A presunção libera o autor do ônus de demonstrar a veracidade do fato, porque fato não impugnado é fato incontroverso, dispensando a produção da prova.

BIBLIOGRAFIA

Soares, Orlando – Comentários ao Código de Processo Civil – Rio de Janeiro – editora Forense – 1992.
Paula, Alexandre – O processo Civil a Luz da Jurisprudência, Vol, III – Rio de Janeiro – editora Forense – 1998.
Paula, Alexandre – Código de Processo Civil Anotado – Vol. 02 – São Paulo – Editora Revista dos Tribunais – 7[ Edição – 1998.
Passos, José Joaquim Calmin de Sá – Comentários ao Código de Processo Civil – Vol. III – Rio de Janeiro – Editora Forense – 1992.
Greco Filho, Vicente – Direito Processual Civil brasileiro – Vol. 01 – São Paulo – Editora Saraiva – 1997.
Júnior, Nelson Nery e Nery Rosa, Maria Andrade – Código de Processo Civil Comentado e Legislação processual Extravagante em Vigor – São Paulo – editora Revistas dos Tribunais – 1998.
Levenhagen, Antonio José de Souza – Comentários ao Código de Processo Civil – Viol. II – São Paulo – editora Atlas – 1995.


Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/822/contestacao-pela-negativa-geral-possibilidade#ixzz1zykghQEO

quinta-feira, 5 de julho de 2012

excel vunesp



Excel - VUNESP

A figura mostra os dados digitados numa planilha do Excel XP,
a partir da sua configuração padrão.

Foi digitado na célula D5, a fórmula:
=SOMA(MÉDIA(A2:C2);B$1 * 2)Assinale a alternativa que contém o valor correto da célula D5.
(A) 10 / (B) 8 / (C) 7 / (D) 6 / (E) 5
Resposta: A velha e boa fórmula que derruba tanta gente nos concursos...rs...
Vamos lá...1º fique atento na fórumla com detalhes como (;) e (,) sabemos que na sintaxe da fórmula sempre vai (;) ok.
2º Respeita sempre os parenteses na resolução da questão.
3º Nesse nosso caso vamos resolver primeiro a média ok. Sendo assim: MÉDIA(A2:C2) = 4.
4º Agora vamos continuar: B$1 * 2 = 4
5º Por fim vamos somar isso e teremos 8.
Resposta: B