terça-feira, 21 de agosto de 2012

CONCORDÂNCIA VERBAL


Trabalho gratuito (Napoleão - saber escrever)

"Saber escrever a própria língua faz parte dos deveres cívicos. A língua é a mais viva expressão da nacionalidade. Como havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade se somos os primeiros a descuidar daquilo que a exprime e representa, o idioma pátrio?"
(Napoleão Mendes de Almeida)
 
Concordância verbal - primeira parte


CONCORDÂNCIA VERBAL

Concordância verbal é a concordância do verbo com o sujeito em número e pessoa.
Ex.: Eu amo
Eles amam.
Paulo e Pedro brincam juntos.
Vós falastes.
Vejamos, então, os casos mais específicos.
1) Verbos impessoais.
a) Fazer e estar — quando indicam tempo cronológico ou meteorológico sempre devem ficar na terceira pessoa do singular. Ex.:
Faz invernos rigorosos nesta região.
Está calor.
Faz dez anos que não a vemos.
Faz cinco minutos que ele chegou.
b) Ser — quando indica tempo cronológico ou meteorológico, bem como quando indica distância, deve concordar com seu predicativo. Ex.:
É uma hora.
São duas horas.
É inverno.
Daqui a São José do Rio Preto são cento e noventa quilômetros.
São verões e mais verões sem chuvas.
c) Haver — no sentido de existir ou quando indica tempo decorrido deve sempre ser usado na terceira pessoa do singular. Ex.:
Havia muitas pessoas no local.
Já houve duas guerras mundiais.
 tempos que não a vejo tão bonita.
Ela mora nesta casa  dez anos.
d) Os verbos que indicam fenômenos da natureza sempre devem ser usados na terceira pessoa do singular. Ex.:
Choveu muito ontem.
Nevou bastante no Rio Grande do Sul no último inverno.
Ob.: Quando tais verbos são usados no sentido figurado, têm, obrigatoriamente, que concordar com o sujeito. Ex.:
Choveram pedras na cabeça deles.

Atenção: quando os verbos impessoais são usados com auxiliares, transmitem a estes a sua impessoalidade. Ex.:
Vai haver festas na cidade em agosto.
Ia fazer dez anos que não nos víamos.
Deve ser uma hora.
Devem ser duas horas.
Devem ser dez quilômetros daqui àquela vila.

3) Verbo SER.
a) Quando o sujeito e o predicativo são nomes de coisa e pertencem a números diferentes, o verbo concorda, de preferência, com o que está no plural. Ex.:
Tudo são flores.
Tua existência são essas ilusões.
Tudo na vida são alegrias.
Esses perfumes são o seu sustento.
Ob.: Quando queremos destacar alguma coisa, chamar a atenção, podemos usar o singular.
Ex.: O mundo é ilusões.
Minha vida é essas duas crianças.
b) O verbo ser concorda obrigatoriamente com o nome de pessoa e com o pronome pessoal., Ex.:
O professor sou eu.
Ele era as esperanças da família.
c) Nas expressões indicativas de quantidade, como é muitoé poucoé bastanteé suficiente, etc., o verbo ser fica invariável, isto é, no singular. Ex.:
Dois reais é muito
Três quilos é pouco.
Dois meses é suficiente.
d) O verbo ser fica invariável na expressão de realce é que. Ex.:
Nós é que pagamos a conta.
Elas é que deveriam ir à reunião.

4) No português contemporâneo, a locução haja vista é invariável. Ex.:
Haja vista o comportamento das crianças ontem.
Haja vista os critérios por eles adotados na correção das provas.

5) Concordância com sujeito simples.
Se o sujeito for representado por nome coletivo, temos então três construções gramaticais corretas::
· o verbo fica no singular se estiver junto ao sujeito coletivo:
O povo vaiou o político.
A turma gostou da festa.
·   o verbo vai para o plural (mas também é correto o singular) quando o sujeito vier   acompanhado de adjunto pluralizado:
Um bando de pássaros pousou (ou pousaram) na árvore.
Um grupo de grevistas caminhavam (ou caminhava) com calma.
·   se o verbo estiver distanciado do sujeito coletivo, ficará no singular ou irá para o plural, conforme se pretende destacar mais a idéia de todos (singular) ou a presença dos indivíduos m(plural). Gramaticalmente, as duas concordâncias são corretas:
O povo, apesar da luta e resistência, não foi vitorioso (ou não foram vitoriosos).

6) O verbo tem de concordar com os artigos de sujeitos formados por nomes próprios. no plural. Não havendo artigo, o verbo deve ficar no plural. Ex.:

Os Estados Unidos são uma grande potência.
Os Alpes vivem cobertos de neve.
O Amazonas deságua no Atlântico.
Vassouras fica no Estado do Rio.

Ob.: Quando se tratar de obra de arte, de nome de filme, novela ou livro, o verbo pode ficar no singular, mas não há nenhum inconveniente se for empregado no plural. Ex.:
“Os Lusíadas” notabilizou (ou notabilizaram) Camões.
“Os Intocáveis” já saiu (ou já saíram) de cartaz.
Alguns autores afirmam que, em casos como esse, quando o verbo fica no singular, pode haver concordância com um termo implícito. Ex.:
(a obra, o livro) “Os Lusíadas” notabilizou Camões.

7) Quando o sujeito é constituído pelo pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente do pronome. Ex.:
Fui eu que prometi.
Foram eles que prometeram.
Fomos nós que pagamos a conta.
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Continua (parte final)  na resenha de amanhã.
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